MT quer governador “humano e próximo do povo”, avalia Wellington Fagundes
Pré-candidato afirma que população quer diálogo, presença e atenção; educação e segurança devem dominar o debate eleitoral
O senador Wellington Fagundes (PL), pré-candidato ao governo de Mato Grosso em 2026, afirmou que o eleitor mato-grossense deseja um líder mais “humano, atento e próximo da população”. A avaliação foi feita durante entrevista ao Jornal do Meio Dia, da TV Vila Real, nesta segunda-feira (1º), quando o parlamentar reforçou que sua campanha será baseada no contato direto com as pessoas.
Segundo Fagundes, o diálogo permanente é o que define o jeito de fazer política que Mato Grosso espera de seu próximo governador. Ele destacou que pesquisas internas mostram fortalecimento de seu nome, mas afirmou que eleições exigem trabalho constante.
“Política se faz próximo da população, conversando, dialogando. Fico feliz de estar consolidado nas pesquisas, mas tem que ter pé no chão. A população quer carinho, quer atenção — e isso o governo tem que ter”, disse.
Recado indireto a adversários
Sem citar nomes, o senador fez críticas à postura de candidaturas que, segundo ele, preferem uma campanha distante das ruas. A fala é interpretada como um recado ao vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), principal adversário no cenário atual.
“Campanha se faz visitando, conversando. O eleitor quer um líder presente, não alguém restrito ao gabinete”, afirmou.
Fagundes também ressaltou seus valores pessoais: “Sou casado há 50 anos. A família é meu primeiro compromisso”.
“Muitos querem ganhar eleição por W.O”
O pré-candidato defendeu que a disputa eleitoral não seja esvaziada. Para ele, o debate é essencial para que a sociedade compare propostas de forma clara.
“Muitos querem ganhar a eleição de W.O. Isso não é bom para ninguém. Quanto mais disputa, mais debate, melhor. É no debate que cada um mostra sua alma”, destacou.
Educação e segurança devem dominar o debate
Para Fagundes, dois temas serão centrais em 2026: educação e segurança pública.
Ele defendeu ensino infantil integral e expansão da educação profissionalizante para jovens.
“Educação infantil integral, se possível para todos, e ensino profissionalizante para criar oportunidades”, afirmou.
Na segurança pública, criticou o desequilíbrio entre riqueza econômica e fragilidade social do Estado.
“Temos riqueza, mas convivemos com feminicídios e famílias sendo dominadas pelo crime organizado. O mutirão anunciado pelo governador Mauro Mendes pode ajudar, mas precisa ser efetivo”, disse.
O senador ainda defendeu mais integração entre os órgãos, valorização dos policiais e diálogo com servidores.
“É importante estruturar a família do policial, valorizar o servidor e pagar o RGA em dia. Diálogo é fundamental”, completou.







