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Grávida de cinco meses, denunciante afirma que decidiu falar após um longo processo de amadurecimento e diz ter sido exposta após vazamento do boletim.

A ex-servidora da Prefeitura de Cuiabá que denunciou o ex-secretário municipal William Leite rompeu o silêncio e fez um relato público sobre o assédio que afirma ter sofrido dentro da administração municipal.

Grávida de cinco meses do primeiro filho, ela afirmou que a denúncia não foi impulsiva, mas resultado de um processo de reflexão, amadurecimento emocional e busca por coragem para enfrentar o caso.

Segundo a denunciante, a decisão de procurar a polícia só se consolidou quando percebeu que não estava sozinha e que poderia contar com apoio familiar.

Ela relatou que, após registrar o boletim de ocorrência, teve dados pessoais expostos com o vazamento do documento, o que agravou ainda mais o sofrimento vivido.

A ex-servidora disse que, além da exposição, enfrentou questionamentos de pessoas próximas sobre o motivo de tornar o caso público apenas agora.

Mesmo diante da pressão, ela afirmou que também recebeu apoio de mulheres e de agentes públicos que decidiram se posicionar em defesa de seus direitos.

Durante a fala, a denunciante criticou o silêncio de parte das vereadoras da Câmara de Cuiabá diante do pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar o caso.

Segundo ela, apenas três das oito mulheres eleitas declararam apoio à investigação: Maysa Leão, Dra. Mara e Maria Avallone.

A ex-servidora afirmou ainda que demorou a reconhecer o assédio, porque via o trabalho na política como uma oportunidade importante dentro de sua trajetória pessoal.

Ao relembrar sua história, declarou que decidiu denunciar para interromper um ciclo de silêncio e alertar outras mulheres a buscarem ajuda diante de qualquer situação de constrangimento ou violência.

Deu na gazeta