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Mato Grosso é pioneiro na notificação da doença fúngica conhecida como paracoco

Mato Grosso lidera o combate à paracoco, doença fúngica que afeta trabalhadores rurais, com notificação compulsória, diagnóstico precoce e tratamento gratuito pelo SUS.

Mato Grosso está entre os seis estados brasileiros que notificam oficialmente casos da doença paracoco, fúngica e infecciosa, que atinge principalmente trabalhadores rurais.

Essa notificação é obrigatória e permite acesso gratuito ao tratamento pelo SUS. Por isso, Mato Grosso se destaca no enfrentamento da doença de forma estruturada.

Além disso, a pesquisadora Rosane Hahn (UFMT) lidera estudo para diagnóstico precoce da paracoco, focando em agricultores familiares da Baixada Cuiabana e região metropolitana.

Com apoio da Seaf e Fapemat, a pesquisa já examinou 260 de 500 agricultores previstos. A coleta acontece em diversas comunidades rurais do estado.

Enquanto isso, as ações incluem palestras educativas e exames de sangue. Dessa forma, os pesquisadores detectam a presença de anticorpos antes dos sintomas surgirem.

A doença paracoco pode afetar pulmões, pele, ossos, linfonodos e até órgãos genitais. A contaminação ocorre pela inalação de fungos presentes no solo.

O maior desafio é que a infecção pode ficar silenciosa por anos. Ou seja, sem diagnóstico precoce, a doença evolui e compromete a saúde rural.

Na zona rural do Aguaçu, a presidente da associação local relata surpresa. “Nunca ouvimos falar dessa doença”, disse, ao apoiar as ações educativas.

No entanto, os exames também orientam os moradores sobre prevenção com uso de máscaras. Alessandra Carneiro destaca a importância do conhecimento para a saúde coletiva.

O Hospital Universitário Júlio Müller, em Cuiabá, é referência nos atendimentos. Casos confirmados da paracoco são encaminhados direto ao hospital, sem fila nem regulação.