Max Russi mantém apoio ao governo Mauro Mendes, mas evita escolher entre Pivetta e Fagundes
Presidente da Assembleia reforça parceria institucional com o governo estadual até o fim do mandato, mas afirma que definição eleitoral só ocorrerá em 2026.
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (PSB), afirmou nesta quinta-feira (23) que mantém compromisso com o governo Mauro Mendes (União Brasil) até o final do mandato, mas evitou se posicionar politicamente entre os pré-candidatos Otaviano Pivetta (Republicanos) e Wellington Fagundes (PL) na disputa pelo comando do Estado em 2026.
“Nós temos compromisso com o governo Mauro Mendes. A gente faz parte, está ajudando. O governo conclui em março. Politicamente, o apoio existe; eleitoralmente, as conversas ainda não começaram”, afirmou o parlamentar.
Nos bastidores, o Partido Liberal (PL) vive um impasse interno após o ex-presidente Jair Bolsonaro manifestar apoio ao vice-governador Otaviano Pivetta, o que, na prática, inviabilizaria a pré-candidatura do senador Wellington Fagundes ao governo estadual.
Disputa e bastidores políticos
A movimentação provocou reações dentro do próprio PL. Fagundes rebateu a articulação com críticas indiretas ao vice-governador, enquanto o senador Jayme Campos (União) saiu em defesa de Fagundes, classificando a articulação do partido como uma “traição”.
Max Russi confirmou que conversou com o presidente estadual do PL, Ananias Filho, que admitiu que as tratativas internas da sigla estão em andamento e que há, de fato, conversas sobre um possível apoio a Pivetta.
Apesar disso, Max reforçou que ainda é cedo para definições eleitorais.
“Na hora que começarem as discussões políticas, a gente vai sentar à mesa, ouvir as propostas, avaliar o plano de governo e decidir o encaminhamento”, destacou.
Apoio institucional e transição
O deputado lembrou que o compromisso atual é de gestão e governabilidade, não de campanha. Mauro Mendes deve deixar o cargo em março de 2026 para concorrer ao Senado Federal, abrindo oficialmente o período de rearranjos políticos entre os partidos da base.
Enquanto isso, Max deve continuar à frente da ALMT priorizando a agenda institucional e as pautas de investimento e desenvolvimento estadual, evitando se antecipar ao debate eleitoral.







