Obras paradas em MT dobram em um ano e chegam a R$ 5,3 bilhões
Dados do TCE-MT revelam avanço expressivo de empreendimentos interrompidos; governador Mauro Mendes atribui atraso à falta de mão de obra na construção civil.
O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) aponta que o número de obras paradas no estado dobrou em um ano. Em agosto de 2024 eram 1.923 contratos interrompidos; em julho de 2025, o total chegou a 3.696, somando R$ 5,3 bilhões.
O levantamento mostra que a situação se agravou a partir de maio de 2025, quando o total ultrapassou a marca de 3 mil obras. O problema é considerado estrutural, impactando diretamente a entrega de serviços e infraestrutura à população.
Embora Cuiabá (194) e Várzea Grande (109) liderem em números absolutos, os impactos são maiores em cidades menores. Barra do Bugres (78), Paranatinga (71), Poxoréu (71) e Alto Taquari (64) acumulam dezenas de empreendimentos parados, mesmo com populações bem inferiores às de Cuiabá ou Rondonópolis (66).
Governador culpa falta de mão de obra
O governador Mauro Mendes (União) afirmou que a principal causa dos atrasos é a escassez de trabalhadores na construção civil. Segundo ele, empreiteiras não conseguem preencher vagas, mesmo recrutando em outros estados.
O problema atinge também o BRT de Cuiabá, cujo trecho da Avenida do CPA tem entrega prevista para setembro. Mendes reforçou que a falta de mão de obra é um desafio nacional, citado por outros governadores. A Secretaria de Infraestrutura (Sinfra) já prorrogou contratos em até um ano e meio.







