Prefeito confirma aumento do ISS no Distrito Industrial
DIÁLOGO FRANCO
Fim de incentivos eleva imposto para empresas e transfere benefícios ao Centro Histórico de Cuiabá
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, se reuniu nesta quinta-feira (8) com empresários do Distrito Industrial para esclarecer as mudanças no Imposto Sobre Serviços (ISS), que resultam no fim de incentivos fiscais e no aumento do imposto para empresas da região.
A reunião aconteceu na sede da Associação das Empresas do Distrito Industrial de Cuiabá (AEDIC) e reuniu empresários preocupados com o impacto financeiro das novas regras, já aprovadas pela Câmara Municipal.
Durante o encontro, o prefeito afirmou que os incentivos fiscais ao Distrito Industrial chegaram ao fim porque a região já está estruturada. Segundo ele, os benefícios agora serão direcionados ao Centro Histórico, área que enfrenta abandono, queda no comércio e falta de investimentos.
“O incentivo não acabou por acaso. Ele cumpriu seu papel. Agora, a cidade precisa investir onde está parada”, disse Abilio.
Com a mudança, empresas do Distrito Industrial deixam de pagar ISS reduzido e passam a recolher o imposto cheio. O prefeito explicou que a medida corrige distorções, como empresas que mantinham apenas endereço fiscal na região para pagar menos imposto, sem gerar empregos ou produção local.
Abilio destacou que empresas do Simples Nacional não serão afetadas pelas mudanças e que a decisão foi tomada pensando no equilíbrio das contas do município.
A presidente da Câmara Municipal, Paula Calil, lembrou que o projeto foi discutido no Legislativo e aprovado por unanimidade. Segundo ela, os vereadores sabiam que a retirada dos incentivos resultaria no aumento do ISS para o Distrito Industrial.
O prefeito também citou a reforma tributária nacional, que vai acabar com o ISS a partir de 2032. Para ele, Cuiabá precisa se preparar desde já.
“Temos poucos anos para organizar as finanças e fazer a cidade avançar. Não dá para empurrar isso para frente”, afirmou.
Apesar das críticas, Abilio disse que o diálogo com os empresários continuará aberto, mas reforçou que a nova política fiscal já está valendo e faz parte do plano de reorganização econômica da capital.







