STJ assume investigação de desvio no TJMT e foragido segue fora da Interpol
Com a PF fora da linha de frente, o STJ conduz o inquérito sobre os R$ 21 milhões desviados do TJMT; principal suspeito continua foragido e sem alerta internacional.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) assumiu o inquérito que apura o desvio de R$ 21 milhões do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, investigado pela Polícia Civil.
Enquanto isso, a Polícia Federal de Mato Grosso ainda não recebeu designação oficial para atuar no caso. O avanço depende agora de decisão do STJ sobre os próximos passos.
O servidor Mauro Ferreira Filho, apontado como elo central do esquema, permanece foragido. Mesmo assim, seu nome não foi incluído na lista vermelha da Interpol.
Durante a operação, a polícia encontrou dois passaportes na casa de Mauro. Ele atuava no setor financeiro do TJMT e tinha 25 anos de serviço público.
A esposa dele, Márcia Ferreira Costa, movimentou R$ 1,8 milhão entre 2021 e 2022. Segundo os investigadores, ela também fazia parte do esquema de lavagem de dinheiro.
Márcia faleceu no ano seguinte. Mesmo assim, a Justiça determinou o sequestro de seus bens e a quebra de sigilo bancário das contas em seu nome.
A apuração revelou fraudes com base em execuções de dívidas inexistentes. Dessa forma, o grupo embolsava valores que jamais deveriam ter sido liberados judicialmente.
Segundo fontes ligadas ao caso, o STJ avalia medidas mais duras. No entanto, o andamento do processo ainda depende de decisões sobre atribuições da PF.







