Venda de férias a vereadores já custa quase R$ 1 milhão aos cofres de Cuiabá
Dez parlamentares converteram 30 dias em dinheiro após nova lei municipal sancionada neste ano
A venda integral de férias por vereadores de Cuiabá já gerou impacto próximo de R$ 1 milhão aos cofres públicos.
Dos 27 parlamentares da Câmara, 10 solicitaram a conversão das férias em abono pecuniário. A maioria vendeu os 30 dias integrais.
O benefício passou a valer após a sanção da Lei Municipal nº 7.442, publicada em janeiro deste ano.
Entre os valores pagos, Kassio Coelho (Pode) recebeu R$ 111.691,79 brutos. Após descontos, o líquido foi de R$ 88.289,95.
Cezinha Nascimento recebeu R$ 111.691,79 brutos e R$ 95.853,58 líquidos.
Adevair Cabral (SD), Chico 2000 (sem partido), Dra. Mara (Podemos), Demilson Nogueira (PP), Eduardo Magalhães (Republicanos), Jeferson Siqueira (PSD) e Sargento Joelson (PSB) receberam cerca de R$ 90 mil líquidos cada.
Todos optaram pela venda integral das férias.
Já o coronel Dias (Cidadania) escolheu usufruir 10 dias. Recebeu R$ 53.987,63, além de R$ 26.406,99 de verba indenizatória.
O total bruto foi de R$ 80.394,62. Após descontos, o valor líquido ficou em R$ 66.110,93.
Os pagamentos foram autorizados pela presidente da Câmara, vereadora Paula Calil (PL).
A lei foi aprovada no final do ano passado e sancionada em janeiro pelo prefeito Abilio Brunini (PL).
Antes da nova regra, o pagamento das férias só ocorria quando o vereador deixava o cargo.







