Daniel Monteiro critica cortes no orçamento e alerta para riscos sociais
Vereador aponta redução em pastas sensíveis, como Mulher e Infraestrutura, e defende emendas para corrigir impactos na LOA de Cuiabá
O vereador Daniel Monteiro afirmou que os cortes previstos na Lei Orçamentária Anual representam riscos concretos para áreas estratégicas da Prefeitura de Cuiabá, especialmente políticas sociais e infraestrutura urbana.
Segundo ele, o orçamento deve ser compreendido como o resultado direto da arrecadação de impostos pagos pela população, e precisa refletir prioridades reais da cidade, não apenas números formais.
Monteiro explicou que a atual gestão justifica reduções alegando que administrações anteriores superestimavam receitas. No entanto, ponderou que isso não pode justificar cortes expressivos em secretarias sensíveis.
O parlamentar destacou que o prefeito possui margem de discricionariedade de cerca de 20% do orçamento, o que permite remanejamentos ao longo do ano, mas defendeu que isso não substitui planejamento adequado.
Daniel Monteiro demonstrou preocupação especial com a Secretaria da Mulher, lembrando que Cuiabá é a capital proporcionalmente mais violenta contra mulheres no país.
Para ele, o enfrentamento ao feminicídio não se resolve apenas com repressão policial ou aumento de penas, mas exige políticas públicas contínuas de conscientização e educação social.
O vereador afirmou que campanhas educativas, rodas de conversa e ações informacionais demandam recursos e precisam ser coordenadas pela Secretaria da Mulher de forma integrada com Saúde, Educação e Assistência Social.
Segundo os dados apresentados por Monteiro, o orçamento da pasta sofreu redução próxima de 48%, caindo de cerca de oito milhões para pouco mais de quatro milhões de reais.
Outra área que recebeu críticas foi a de infraestrutura. O vereador apontou queda de aproximadamente 20% no orçamento, alertando para prejuízos à mobilidade urbana e ao desenvolvimento da capital.
Ele citou gargalos históricos, como a rotatória do Centro de Eventos do Pantanal, defendendo investimentos estruturantes como viadutos, pontes e alargamento de vias, além de manutenção básica.
Monteiro ressaltou que tapar buracos é obrigação cotidiana da prefeitura, mas não pode ser confundido com planejamento estratégico de longo prazo para uma cidade antiga e pouco planejada como Cuiabá.
Por fim, o vereador afirmou que o papel do Parlamento não é apenas aprovar ou rejeitar o orçamento, mas aprimorá-lo por meio de emendas e, posteriormente, fiscalizar sua execução.







