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Despesas de deputados federais de MT somam quase R$ 3 milhões em nove meses

Gastos da bancada mato-grossense na Câmara incluem divulgação parlamentar, transporte, passagens aéreas e manutenção de escritórios; Nelson Barbudo lidera despesas.

Nos primeiros nove meses de 2025, os deputados federais de Mato Grosso registraram juntos R$ 2.955.759,11 em cotas parlamentares, segundo dados oficiais da Câmara dos Deputados.

O deputado Nelson Barbudo (PL) foi o único a ultrapassar a marca dos R$ 400 mil em despesas, enquanto a deputada Gisela Simona (União Brasil) apresentou o menor gasto entre os oito parlamentares da bancada, com R$ 317,4 mil.


Principais despesas

A divulgação da atividade parlamentar foi a categoria com maior volume de gastos, totalizando R$ 1,2 milhão, valor que representa quase metade de todas as despesas registradas pela bancada.

Logo em seguida, aparecem as locações ou fretamentos de veículos, que incluem aeronaves, embarcações e táxis, com R$ 569 mil, e as passagens aéreas, com R$ 375,8 mil.

Outros custos relevantes são:

  • Manutenção de escritórios parlamentares: R$ 328 mil;
  • Combustíveis: R$ 314,3 mil — item utilizado por todos os parlamentares;
  • Alimentação, hospedagem e telefonia, em menores proporções.

Como funciona a cota parlamentar

A cota parlamentar cobre despesas necessárias ao exercício do mandato, como transporte, divulgação, hospedagem e estrutura de gabinete.

Em Mato Grosso, cada deputado pode receber até R$ 45.221,83 por mês, valor que pode aumentar caso o parlamentar ocupe cargos de liderança, presidência de comissões ou representação oficial.

As regras proíbem o uso da verba para atividades eleitorais e determinam que todas as despesas devem ser comprovadas por notas fiscais.

Além disso, os valores não utilizados em um mês podem ser acumulados para o seguinte, mas não podem ser transferidos para o próximo exercício financeiro.


Contexto e fiscalização

Desde 2012, a legislação eleitoral impede ações de divulgação parlamentar dentro de 120 dias anteriores às eleições, para evitar o uso da verba pública com fins políticos.

Os dados divulgados pela Câmara indicam que, mesmo com restrições legais, o gasto com publicidade institucional segue sendo o maior item de despesa dos deputados de Mato Grosso.