Mauro Mendes parabeniza governador do Rio por operação com mais de 128 mortos
Governador de Mato Grosso elogia a condução de Cláudio Castro em megaoperação contra o Comando Vermelho e defende endurecimento das leis penais no país.
O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil), parabenizou nesta terça-feira (28) o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), pela operação policial realizada nos complexos do Alemão e da Penha, na zona norte carioca.
A ação, considerada a mais letal da história do Rio, já resultou em 128 mortes desde o início das incursões e tem como alvo o Comando Vermelho (CV), uma das maiores facções criminosas do país.
Apoio público e defesa da firmeza policial
Em vídeo divulgado nas redes, Mendes elogiou a postura do governo fluminense e afirmou que a criminalidade precisa ser enfrentada com coragem e determinação.
“A polícia está enfrentando traficantes que reagiram com barricadas, queimando pneus e atirando contra os agentes. Quero parabenizar o governador Cláudio Castro e todas as forças de segurança do Rio de Janeiro que resolveram enfrentar a criminalidade naquele importante estado do nosso país”, declarou o governador mato-grossense.
Críticas à legislação penal
Mauro Mendes também aproveitou para criticar o sistema penal brasileiro, afirmando que as leis atuais contribuem para a impunidade e dificultam o combate ao crime organizado.
“É lamentável que as leis brasileiras tenham permitido que as coisas chegassem aonde chegaram. Bandido não respeita mais a polícia, não respeita mais a pena, perdeu o medo do nosso Judiciário e das punições. Precisamos mudar isso no Brasil”, afirmou.
Mortes e repercussão
Apesar de reconhecer a gravidade do número de mortos, Mendes defendeu que o enfrentamento direto é “necessário para restabelecer a ordem e a segurança”.
“Mortes são sempre lamentáveis, mas é necessário ter coragem para enfrentar a criminalidade. Não é possível deixar que criminosos dominem bairros e cidades inteiras no nosso país, como está acontecendo”, disse.
A operação
A operação, deflagrada pelo Governo do Rio de Janeiro, mobiliza milhares de agentes das forças de segurança, com apoio de blindados e aeronaves, em uma tentativa de retomar o controle territorial de regiões dominadas por facções criminosas.
Segundo informações oficiais, pelo menos 85 pessoas morreram — quatro delas policiais — e 81 foram presas. Quase 100 fuzis foram apreendidos durante as incursões.
No entanto, moradores relataram que corpos de pelo menos 64 vítimas foram levados à Praça São Lucas, no Complexo da Penha, elevando o número total de mortos a 128, de acordo com levantamentos locais.
Contexto nacional
O episódio reacende o debate sobre violência policial, segurança pública e direitos humanos no Brasil. Especialistas e entidades civis têm cobrado transparência nas investigações e responsabilização de abusos, enquanto gestores públicos, como Mauro Mendes, defendem ação firme contra o crime organizado.







