Ausência de deputados ameaça votação do reajuste de 6,8% aos servidores do Judiciário
Mesmo sem possibilidade de novos pedidos de vista, aprovação do projeto dependerá do quórum na próxima quarta-feira (19).
Com o projeto que concede reajuste de 6,8% aos servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso travado na Assembleia Legislativa (ALMT), o presidente da Casa, deputado Max Russi (PSB), afirmou que a votação deve acontecer na próxima quarta-feira (19), mas alertou que a aprovação dependerá da presença dos parlamentares.
A declaração foi dada após o último pedido de vista, feito pelo deputado Chico Guarnieri (PRD), na sessão de quarta-feira (12). Como o regimento não permite novas vistas, a expectativa é de que o projeto finalmente avance. Porém, Russi destacou que outras manobras podem ser usadas para obstruir a votação, como o abandono do plenário durante a deliberação.
“Não existe mais instrumento de vistas. Há outros instrumentos, mas não vejo movimentação no sentido de utilizá-los. O resultado vai depender do quórum, do maior número de deputados presentes, aprovando ou não”, afirmou Max.
Nos bastidores, a possibilidade de manobra aumentou devido à proximidade do feriado, o que pode impactar diretamente a presença de parlamentares na sessão, como já ocorreu em votações anteriores.
O tema tem atraído representantes do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), que acompanharam as últimas reuniões da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR). Entre eles, o presidente José Zuquim Nogueira e os desembargadores Orlando Perri, Nilza Maria Pôssas de Carvalho e Carlos Alberto da Rocha.
Mesmo assim, Max Russi assegura que as visitas não pressionam os deputados.
“Os deputados são independentes. Podem ouvir suas bases e grupos políticos, mas não podem ser influenciados por qualquer poder ou autoridade”, disse.
O projeto já foi adiado três vezes. A primeira interrupção ocorreu após pedido de vista do deputado Beto Dois a Um (PSB) na primeira votação. A segunda, pelo deputado Dr. Eugênio (PSB), na CCJR. A terceira, por Chico Guarnieri, nesta semana.
Agora, o futuro do reajuste depende exclusivamente da presença dos deputados na sessão decisiva.







