×

Estado pode comprar Santa Casa após leilão sem compradores, diz deputado


Secretário Gilberto Figueiredo mantém mistério sobre alternativas e deputado Júlio Campos afirma que governo tem compromisso em adquirir hospital

O secretário de Saúde de Mato Grosso, Gilberto Figueiredo, afirmou nesta sexta-feira (29) que o governo não desistiu da possibilidade de comprar o imóvel da Santa Casa de Cuiabá.

Apesar de não apresentar propostas durante o leilão realizado pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) na quinta-feira (28), o secretário disse que ainda existem alternativas em estudo, sem revelar detalhes.

“Não deixaremos a Santa Casa fechar. Estamos monitorando o leilão e seguros sobre este assunto. Não encaminhamos propostas, mas alternativas ainda existem”, declarou Figueiredo.

O deputado estadual Júlio Campos (União) afirmou que a ausência de compradores no leilão pode ser estratégica, para que o valor seja reduzido. O preço inicial era de R$ 54,7 milhões, equivalente a 70% da avaliação atual de R$ 78,2 milhões.

Segundo Campos, o governo assumiu compromisso com os deputados de adquirir o hospital. “Agora abrirá uma nova concorrência com preço menor, e o Estado poderá adquirir o imóvel e manter seu funcionamento”, disse o parlamentar.

O TRT informou que o processo retornará ao magistrado responsável, que deve se manifestar nos próximos dias. Entre as possibilidades estão a reabertura do edital ou a desocupação do prédio, prevista para ocorrer em dezembro de 2025.

O imóvel, localizado na Praça do Seminário, em Cuiabá, possui 22 mil m² de terreno e 20 mil m² de área construída. Atualmente, parte da estrutura está sob requisição administrativa do Estado e funciona como Hospital Estadual Santa Casa.

Apesar da movimentação política, o governador Mauro Mendes já declarou anteriormente que considera inviável a compra, especialmente diante da inauguração do Hospital Central, prevista para os próximos meses.

A Prefeitura de Cuiabá, por meio da assessoria, informou que só poderá se manifestar sobre eventual interesse após posicionamento do governo federal e estadual. Até o momento, nenhum dos dois se pronunciou oficialmente.