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Licitação para túnel no Portão do Inferno “está na ponta da agulha”, diz Mauro Mendes

Obra deve ser lançada nos próximos dias e promete resolver definitivamente os deslizamentos entre Cuiabá e Chapada dos Guimarães


O governador Mauro Mendes (União Brasil) afirmou que a licitação para a construção do túnel no Portão do Inferno está prestes a ser lançada. O projeto deve substituir o antigo plano de recorte do paredão rochoso, descartado por apresentar inviabilidade técnica e ambiental, e promete encerrar de forma definitiva os constantes deslizamentos de terra na região que liga Cuiabá a Chapada dos Guimarães.

“Parece-me que a licitação está na ponta da agulha. Questão de dias ou de horas para a publicação do edital. Primeiro, precisamos licitar a obra, contratar, cumprir essa burocracia e, assim que estiver tudo pronto, iniciar as obras”, afirmou o governador.

Segundo Mendes, a técnica de escavação será definida pela empresa vencedora do certame, mas o modelo deve ser mecanizado e protegido, devido à instabilidade da rocha local.

“Dependendo da técnica que for utilizada, a empresa poderá iniciar os serviços preliminares ou até mesmo as escavações. A rocha não permite escavação a céu aberto”, explicou.

O edital de licitação deve ser publicado após a conclusão das revisões técnicas do projeto. O prazo de execução previsto é de um ano. O plano original, que previa o recorte do paredão, já consumiu cerca de R$ 10 milhões dos R$ 37,6 milhões contratados após aditivos, mas foi suspenso após pareceres técnicos contrários.

As obras no Portão do Inferno começaram em 2024, mas foram interrompidas depois que estudos da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) apontaram que o projeto inicial apresentava riscos de instabilidade e falhas ambientais.

Durante a entrevista, Mendes também criticou o impasse na renovação do termo de delegação de competência ambiental, instrumento que permite a órgãos públicos atuarem em nome de outros em processos de licenciamento e fiscalização.

“Esse termo venceu e não foi renovado, sem nenhuma explicação. Nós licenciamos na Sema coisas muito mais complexas do que uma rodovia, mas demoraram quase dois anos para responder e negar o pedido”, afirmou o governador.