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Pela segunda vez, Santa Casa não atrai interessados na compra do prédio histórico em Cuiabá

Mesmo com valor reduzido pela metade, o imóvel do antigo Hospital Estadual Santa Casa não recebeu propostas e segue sob responsabilidade do TRT-MT.

O Hospital Estadual Santa Casa, localizado na Praça do Seminário, em Cuiabá, não recebeu nenhuma proposta de compra pela segunda vez consecutiva, mesmo com o preço reduzido em 50%.

O prazo para envio das propostas encerrou na noite de terça-feira (21), e, de acordo com o Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso (TRT-MT), nenhum lance foi registrado.

O valor inicial de venda, que era de R$ 78,2 milhões, foi reduzido para R$ 39,1 milhões na nova tentativa de negociação.

A União, o Governo de Mato Grosso e a Prefeitura de Cuiabá tinham prioridade de compra, caso apresentassem proposta com o mesmo valor de outros interessados.

Decisão agora cabe à Justiça

A venda direta estava sob responsabilidade do TRT-MT por causa dos passivos trabalhistas deixados pela antiga gestão do hospital, que encerrou as atividades em 2019.

Com o novo fracasso, caberá à Justiça definir quais serão os próximos passos sobre o destino do imóvel.

Caso fosse vendido, o prédio seria transferido sem dívidas tributárias, mas o comprador ficaria impedido de alterar a fachada, tombada como patrimônio histórico estadual.

Histórico de tentativas frustradas

A primeira tentativa de leilão do imóvel aconteceu em agosto de 2025, com o preço mínimo de R$ 54,7 milhões — equivalente a 70% da avaliação total.

Como não houve interessados, a Comissão de Credores solicitou uma nova rodada, agora com desconto maior e as mesmas condições do edital anterior.

Mesmo assim, nenhuma proposta foi apresentada, o que mantém o imóvel sob uso do Governo do Estado, responsável pela gestão temporária do local desde 2019.

Desocupação prevista para dezembro de 2025

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), a desocupação do hospital está prevista para dezembro de 2025, após o fim da requisição administrativa feita pelo governo.

Empresas e serviços que ainda funcionam no espaço terão 60 dias para deixar o local após eventual venda. O descumprimento do prazo resultará em multa diária de R$ 50 mil.