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Max Russi desconhece ida de Taques para presidência do PSB

Presidente da ALMT afirma não ter sido comunicado oficialmente sobre retorno de Pedro Taques ao PSB, apesar de articulação nacional já apontar mudança no comando da sigla em Mato Grosso.


O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi, afirmou que ainda não foi comunicado oficialmente sobre a chegada do ex-governador Pedro Taques ao comando estadual do PSB. Taques confirmou que assumirá a presidência da sigla com aval da direção nacional.

Mesmo autorizado a se filiar ao Podemos a partir de março de 2026, Russi ainda influencia as decisões internas do PSB em Mato Grosso. Segundo ele, a movimentação nacional já buscava um novo nome para reorganizar o partido após o anúncio de sua saída.

“Desde que comuniquei que sairia do partido, a direção nacional estava procurando alguém para comandar e estruturar a chapa de deputados federais e estaduais. Como ninguém se propôs, o vereador Ilde Taques se colocou à disposição e assumiu a presidência. Mas sabíamos que isso poderia acontecer”, afirmou.

Pedro Taques retorna ao PSB com apoio do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e do prefeito de Recife, João Campos. O objetivo é construir sua candidatura ao Senado em 2026 e fortalecer a chapa federal da legenda no estado.

O ex-governador disse ter interesse em conversar com Max Russi antes de assumir o comando. “O Max Russi é um grande político e fez do PSB um partido importante em Mato Grosso. Vamos conversar”, declarou Taques.

Aliados até 2018, Russi e Taques trabalharam juntos quando o deputado ocupou a Secretaria de Assistência Social e Trabalho na gestão do ex-governador. À época, Russi criou o programa Pró-Família, que depois se tornou o Ser Família no governo Mauro Mendes.

Derrotado na tentativa de reeleição ao governo em 2018, Taques deixou o Senado para assumir o executivo estadual em 2015. Agora, projeta retornar ao parlamento federal.

“Quero ser senador da República e não senador de presidente. Quero atuar com a mesma coragem que tive quando enfrentei o crime organizado. No Senado, vou retomar esse trabalho”, afirmou.