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Coronel Assis questiona participação do MST em ajuda à Venezuela e cobra transparência sobre recursos

O deputado federal Coronel Assis (PL-MT) criticou a participação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em iniciativas de apoio à Venezuela após o terremoto que atingiu o país. As declarações foram concedidas ao portal Olhar Direto.

Segundo o parlamentar, missões humanitárias em áreas atingidas por desastres devem ser conduzidas por instituições públicas com treinamento, estrutura e experiência técnica, e não por movimentos sociais.

A manifestação ocorreu após representantes do MST se reunirem com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para discutir ações de solidariedade destinadas à população venezuelana afetada pelo desastre.

Coronel Assis afirmou que o Brasil possui órgãos preparados para esse tipo de operação, como as Forças Armadas e os Corpos de Bombeiros Militares. De acordo com ele, essas instituições contam com profissionais capacitados para atuar em resgates, logística, atendimento médico, transporte, comunicação e assistência às vítimas.

O deputado também destacou que operações humanitárias exigem planejamento, hospitais de campanha, equipes especializadas e estrutura adequada. Por esse motivo, considera inadequado atribuir essa responsabilidade a um movimento social.

Ainda conforme o parlamentar, o Brasil já participou de diferentes missões internacionais de assistência humanitária e deveria manter um modelo baseado na atuação de instituições oficialmente preparadas para situações de calamidade.

Além das críticas, Coronel Assis informou que pretende solicitar esclarecimentos ao governo federal sobre a possível utilização de recursos públicos em ações que envolvam o MST. Para ele, qualquer gasto relacionado à iniciativa deve ser divulgado e fiscalizado.

O deputado também mencionou um projeto de lei de sua autoria que propõe a exigência de personalidade jurídica formal para o MST. Na avaliação dele, a medida ampliaria os mecanismos de controle e prestação de contas em casos de recebimento de dinheiro público.

Apesar de reconhecer a importância da solidariedade internacional, Coronel Assis defendeu que o apoio seja prestado com responsabilidade, planejamento e participação de profissionais qualificados. Ele afirmou ainda que continuará fiscalizando a aplicação de recursos públicos e as ações do governo federal.

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