Missionária é presa suspeita de usar projeto religioso para apoiar integrantes do Comando Vermelho em Cuiabá
A missionária Rhavenna Almeida, de 24 anos, foi presa nesta quinta-feira (16), durante a Operação Fariseus, sob suspeita de prestar apoio a integrantes do Comando Vermelho dentro e fora da Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá.
Vídeos publicados no TikTok em 2023 mostram Rhavenna circulando pelos corredores da unidade prisional durante atividades religiosas. Nas gravações, ela aparece usando roupas simples e chinelos, enquanto canta hinos com o auxílio de microfone e caixa de som. Os detentos acompanhavam as apresentações de dentro das celas.
Segundo a Polícia Civil, o acesso ao presídio por meio das ações religiosas teria sido utilizado para facilitar a comunicação e oferecer suporte logístico e financeiro a membros da organização criminosa.
Projeto religioso teria sido usado como fachada
As investigações apontam que Rhavenna e familiares utilizavam um projeto de evangelização como justificativa para entrar na penitenciária. De acordo com a polícia, o grupo teria intermediado mensagens, transportado dinheiro e aproximado integrantes da facção que estavam presos de outros membros foragidos.
A Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado, responsável pela investigação, também apreendeu fotografias recentes nas quais a missionária aparece de boné e ao lado de um fuzil de cor dourada.
Os investigadores suspeitam que a mudança no padrão de vida da jovem tenha sido financiada pela facção. Entre os benefícios apurados estaria uma cirurgia plástica que, conforme a investigação, teria sido paga por uma liderança do Comando Vermelho.
Viagens e conversas são investigadas
A apuração identificou ainda viagens realizadas pela família ao Rio de Janeiro, incluindo visitas a regiões sob influência da facção criminosa. A polícia também analisa relacionamentos mantidos com integrantes da organização.
Conversas apreendidas durante a investigação mencionariam ordens internas da facção, conhecidas como “salves”, além da possível negociação de uma arma que estaria escondida em uma propriedade rural.
Rhavenna Almeida permanece presa preventivamente por determinação da Justiça. A Operação Fariseus continua em andamento para identificar outros possíveis participantes e esclarecer a atuação de cada investigado no esquema.








Publicar comentário