Júlio Campos descarta recuo de Jayme e defende candidatura ao Governo de Mato Grosso
O deputado estadual Júlio Campos, do União Brasil, afirmou que o senador Jayme Campos, também integrante da sigla, dificilmente abandonará o projeto de disputar o Governo de Mato Grosso para tentar a reeleição ao Senado.
Segundo o parlamentar, as articulações políticas avançaram nas últimas semanas e reduziram as possibilidades de uma mudança de estratégia dentro da federação União Progressista, formada pelo União Brasil e pelo Progressistas.
Júlio explicou que, anteriormente, chegou a ser considerada a inclusão de Jayme Campos em uma chapa liderada pelo vice-governador Otaviano Pivetta, do Republicanos. Nesse cenário, o senador poderia concorrer a uma das duas vagas ao Senado com o apoio do União Brasil, do PP e de partidos aliados.
No entanto, o deputado avaliou que essa alternativa deixou de ser viável, principalmente porque a disputa pelo Senado já reúne pelo menos sete pré-candidatos. Para ele, o lançamento de mais um nome nesta fase das articulações encontraria dificuldades para ganhar espaço.
Diante do cenário, Júlio Campos defendeu a permanência de Jayme na disputa pelo Palácio Paiaguás. Na avaliação do deputado, o senador deve buscar uma vaga no segundo turno e tentar vencer a eleição para o Executivo estadual.
Caso Jayme não avance na disputa, Júlio afirmou que o grupo poderá apoiar o candidato que chegar à etapa final da eleição e buscar participação na futura administração estadual.
As declarações ocorrem em meio às divergências internas do União Brasil sobre os rumos da legenda. Jayme Campos defende que o partido apresente uma candidatura própria ao Governo de Mato Grosso, enquanto o governador Mauro Mendes apoia o projeto eleitoral de Otaviano Pivetta.
O Progressistas, que integra a federação com o União Brasil, já declarou apoio a Pivetta e apresentou a senadora Margareth Buzetti como pré-candidata ao Senado.
Uma definição sobre o posicionamento do União Brasil deverá ocorrer na convenção partidária marcada para 30 de julho. O encontro deve decidir se a legenda lançará um nome próprio ao governo estadual ou se apoiará a candidatura comandada por Pivetta.








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