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PM resgata homem torturado em cativeiro e suspeito morre em confronto em Campo Verde

Um homem de 24 anos, apontado pela Polícia Militar como integrante de uma facção criminosa, morreu após trocar tiros com policiais durante uma operação de resgate na manhã de sexta-feira (14), em Campo Verde, a 139 quilômetros de Cuiabá.

A ação terminou com o resgate de um homem de 29 anos que, segundo a PM, havia sido sequestrado, mantido em cativeiro e submetido a uma sessão de tortura. A vítima estaria marcada para morrer após receber uma punição conhecida no meio criminoso como “salve”.

De acordo com o relato policial, o homem foi encontrado amordaçado, com as mãos amarradas e bastante debilitado dentro de um imóvel no bairro Eckert. Os militares afirmaram que os pés da vítima estavam sendo queimados com um isqueiro.

A ocorrência começou depois que uma equipe do Grupo de Apoio (GAP) recebeu informações da Agência Local de Inteligência sobre integrantes de uma facção que estariam procurando a vítima para cumprir uma suposta ordem de execução.

Posteriormente, os policiais foram informados de que o homem havia sido localizado por integrantes apontados como “disciplinas” da organização criminosa e levado para uma residência na Rua Natal.

Diante da possibilidade de que a vítima fosse morta, a equipe seguiu até o endereço indicado. Ao entrar no imóvel e chegar à parte dos fundos, os policiais relataram ter ouvido gemidos vindos do local onde o homem estava mantido.

Segundo a Polícia Militar, durante a entrada no cativeiro, um suspeito de 24 anos teria apontado uma arma e efetuado disparos contra os agentes. Um dos policiais reagiu e atingiu o homem.

Após os disparos cessarem, outros integrantes da equipe localizaram a vítima em um dos cômodos. Ela estava com as mãos presas por um fio elétrico, amordaçada e apresentava sinais das agressões sofridas.

No imóvel, os militares também apreenderam objetos que, conforme a ocorrência, teriam sido utilizados durante a tortura, entre eles um martelo, um alicate e um objeto metálico semelhante a um porrete.

A vítima relatou aos policiais que os responsáveis pelo cativeiro afirmavam que ela seria executada depois da sessão de tortura, com um disparo de pistola na região da nuca.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado após o confronto. O suspeito baleado não resistiu aos ferimentos. Já o homem de 29 anos foi encaminhado a uma unidade hospitalar para atendimento devido às lesões provocadas durante o período em que permaneceu no cativeiro.

A Polícia Civil foi comunicada sobre o caso e ficará responsável pela investigação. A apuração deverá esclarecer as circunstâncias do sequestro, da tortura e da tentativa de homicídio, além de identificar outros possíveis envolvidos no crime.

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