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Filha de pastores é presa em operação contra facção e suspeita de ligação com líder foragido

Rhavenna Almeida, de 24 anos, foi presa nesta quinta-feira (16), durante a Operação Fariseus, sob suspeita de participar de um esquema de lavagem de dinheiro e de atuar como intermediária na transmissão de mensagens para integrantes de uma facção criminosa em Mato Grosso.

De acordo com o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, responsável pelas investigações, a jovem mantinha uma relação afetiva e íntima com uma das lideranças da organização. Ela é apontada pela Polícia Civil como namorada de Jonas Souza Gonçalves Júnior, conhecido como “Batman”, que permanece foragido.

Segundo o delegado, os investigados possuíam vínculos pessoais próximos com líderes do grupo criminoso e agiam fora das unidades prisionais para atender aos interesses da facção.

Os pais de Rhavenna, os pastores Nivaldo de Almeida e Orminda Carlos de Barcelos Almeida, também estão entre os alvos da operação. Conforme a investigação, eles teriam desempenhado funções semelhantes às atribuídas à filha, como levar recados e prestar apoio a integrantes da organização que estavam presos.

A Polícia Civil suspeita que o casal utilizava a confiança e a credibilidade adquiridas por meio da atuação religiosa para facilitar atividades ligadas ao grupo criminoso. Na prática, segundo o delegado, os investigados teriam ajudado na comunicação entre membros da facção e na movimentação de recursos de origem ilícita.

As apurações indicam ainda que um projeto religioso teria sido usado como fachada para permitir o acesso a detentos, aproximar presos de pessoas que estavam em liberdade e manter o contato com lideranças da organização.

Os investigadores também analisam transações financeiras consideradas suspeitas e viagens realizadas pelo grupo ao Rio de Janeiro. Parte das despesas dessas viagens, conforme a Polícia Civil, teria sido paga por integrantes da facção.

Durante a Operação Fariseus, foram cumpridas 27 determinações judiciais. Entre elas estavam um mandado de prisão preventiva, quatro ordens de busca e apreensão em residências e autorizações para a quebra de sigilos telefônico, telemático e financeiro.

Os investigados poderão responder por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, tortura e corrupção de menor. As responsabilidades individuais ainda serão apuradas no decorrer do inquérito.

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