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Abílio anuncia apreensão sem aviso de mercadorias de ambulantes em Cuiabá

O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), declarou que a fase de diálogo com os ambulantes que voltaram a ocupar calçadas e avenidas da Capital chegou ao fim. A situação ocorre principalmente na região da 13 de Junho, onde vendedores informais retomaram a comercialização em espaços públicos. Segundo o gestor, a Prefeitura prepara uma operação para recolher mercadorias sem comunicação prévia e pretende encaminhar os produtos apreendidos a entidades assistenciais.

Na sexta-feira (3), Abílio afirmou que alguns ambulantes justificam a permanência nas ruas alegando falta de ação do poder público. Para o prefeito, porém, a administração municipal vai demonstrar que não haverá mais negociação sobre a ocupação irregular.

O gestor disse que a Prefeitura já notificou os vendedores, indicou uma área para que eles pudessem trabalhar e conduziu as conversas necessárias para tentar resolver o impasse. Mesmo assim, segundo ele, os acordos não foram cumpridos. Por esse motivo, não haverá uma nova etapa de aviso antes das fiscalizações e apreensões.

Abílio informou ainda que o município está organizando um barracão para receber os produtos recolhidos durante as operações. Posteriormente, a intenção é abrir um chamamento público para doar as mercadorias a instituições que atendem pessoas em situação de vulnerabilidade.

De acordo com o prefeito, os itens que estiverem em condições adequadas e não apresentarem risco à segurança poderão ser reaproveitados. Ele afirmou que roupas e outros produtos poderão ser destinados a quem precisa, em vez de permanecerem ocupando irregularmente calçadas e vias públicas.

As ações, conforme Abílio, poderão ocorrer a qualquer momento. A Prefeitura não pretende divulgar datas ou horários das operações, para impedir que os ambulantes retirem os produtos com antecedência ou substituam as mercadorias por itens de menor valor ou qualidade.

O prefeito afirmou que a fiscalização será repetida quantas vezes forem necessárias. Segundo ele, os vendedores que permanecerem em locais proibidos estarão assumindo o risco de perder os produtos, já que a ocupação irregular será tratada como descumprimento da lei e dos acordos firmados com o município.

Abílio também disse que a permanência dos ambulantes nas calçadas e vias públicas representa um desafio à autoridade municipal. Para ele, a continuidade da ocupação ocorre porque os vendedores acreditam que não haverá punição efetiva.

Na avaliação do prefeito, ao insistirem em vender em locais proibidos após notificações e negociações anteriores, os ambulantes acabam autorizando, na prática, a atuação da fiscalização. Ele reforçou que a Prefeitura vai apreender as mercadorias de quem permanecer em áreas irregulares.