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Agenda presidencial pode deixar Lula distante da campanha de aliados em Mato Grosso

A participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na campanha eleitoral de seus aliados em Mato Grosso é considerada pouco provável, apesar do interesse das lideranças que integram o grupo político de apoio ao governo federal.

O senador Carlos Fávaro (PSD), que deve disputar a reeleição, afirmou que a possibilidade de uma visita presidencial ao estado chegou a ser discutida. No entanto, ele reconheceu que os compromissos institucionais de Lula podem limitar uma atuação mais direta durante o período eleitoral. O mandato de Fávaro no Senado termina em 2026.

Segundo o senador, Lula continuará cumprindo normalmente suas responsabilidades como presidente da República. Dessa forma, as atividades eleitorais deverão ser concentradas nos horários livres e, principalmente, nos fins de semana.

A restrição de agenda diminui as chances de o presidente participar de atos políticos em Mato Grosso, estado onde os partidos aliados pretendem fortalecer sua presença durante a campanha.

Mesmo sem a confirmação de uma visita de Lula, Fávaro declarou que as siglas reunidas no palanque da médica Natasha Slhessarenko (PSD) assumiram o compromisso de defender a continuidade do atual projeto político nacional.

Natasha foi oficializada como candidata ao Governo de Mato Grosso em uma aliança formada por PSD, PT, PV, PCdoB, PDT e PSB.

A estratégia do grupo será divulgar as ações do governo federal pelos municípios mato-grossenses e tentar ampliar a votação de Lula no estado. Os aliados também pretendem associar as candidaturas locais à defesa da permanência do petista no Palácio do Planalto.

Embora a presença física do presidente seja vista como difícil, as lideranças indicam que o nome de Lula continuará ocupando uma posição central na campanha da coligação em Mato Grosso.

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