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Golpes eletrônicos passam de 23 mil e estelionatos atingem 35,9 mil em Mato Grosso

Mato Grosso contabilizou 35.926 registros de estelionato em 2025, diante de 30.940 ocorrências no ano anterior. O crescimento no número absoluto de casos foi de aproximadamente 16,1%. Já a taxa avançou de 806,5 para 922,7 registros por 100 mil habitantes, variação de 14,4%, conforme o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública.

Os crimes cometidos por meios eletrônicos representaram uma parcela significativa desse total. Foram registradas 23.120 ocorrências em 2025, contra 21.016 em 2024, aumento aproximado de 10% em números absolutos. Considerando a proporção populacional, a taxa subiu de 547,8 para 593,8 casos por 100 mil habitantes, avanço de 8,4%.

No cenário nacional, o Brasil somou 2.261.055 registros de estelionato ao longo de 2025. Desse total, 346.753 foram classificados como crimes praticados pela internet, por aplicativos de mensagens ou por outros recursos eletrônicos. Essa modalidade apresentou crescimento de 20,6% na taxa em comparação com 2024.

A publicação aponta que os estelionatos se consolidaram como o principal tipo de crime contra o patrimônio no país. Segundo os pesquisadores, a mudança está relacionada à expansão das atividades financeiras digitais e à migração de práticas criminosas para a internet.

O Anuário também cita investigações que relacionam integrantes de organizações criminosas, entre elas o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho, à aplicação de golpes pelo WhatsApp e ao esquema conhecido como falsa central bancária.

Entre as fraudes mais relatadas estão a clonagem ou troca de cartão, o golpe do WhatsApp, a falsa central de atendimento bancário, transferências fraudulentas pelo Pix, o uso indevido de CPF por mensagens de texto e a criação de leilões ou lojas virtuais falsas.

Para os pesquisadores do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o volume de registros acompanha, ainda que de maneira desigual, o nível de bancarização, digitalização e integração da população ao sistema financeiro. Estados mais urbanizados e conectados tendem a apresentar taxas maiores, mas fatores como acesso a delegacias especializadas e confiança nas instituições também influenciam a quantidade de denúncias.

O levantamento alerta ainda que os dados policiais representam apenas uma parte do problema. Uma pesquisa do próprio Fórum indicou que 15,8% dos brasileiros com 16 anos ou mais sofreram algum golpe ou perderam dinheiro pela internet ou pelo celular no período de um ano. A proporção corresponde a aproximadamente 26,3 milhões de pessoas e reforça a possibilidade de uma elevada subnotificação.

imagem_2026-07-25_132731780 Golpes eletrônicos passam de 23 mil e estelionatos atingem 35,9 mil em Mato Grosso
Fonte: Secretarias Estaduais de Segurança Pública e/ou Defesa Social; Instituto de Segurança Pública/RJ (ISP); Polícia Civil do Estado do Acre; Polícia Civil do Distrito Federal; Polícia Civil do Estado de Roraima; Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – Estimativas da População do Brasil e das Unidades da Federação; Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

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