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Mato Grosso fecha 2º trimestre com desemprego de 2,2%, segunda menor taxa do país

Mato Grosso encerrou o segundo trimestre de 2026 entre os estados com os menores índices de desemprego do Brasil. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (14), apontam taxa de desocupação de 2,2% no estado.

O resultado deixa Mato Grosso atrás apenas de Santa Catarina, que apresentou índice de 2,1% no período.

Entre abril e junho, aproximadamente 46 mil pessoas estavam desempregadas em Mato Grosso. O contingente representa uma redução de 27,2% em comparação com o trimestre anterior, o que corresponde a 17 mil pessoas a menos na situação de desocupação.

O desempenho mato-grossense também ficou consideravelmente abaixo da média brasileira. No país, a taxa de desemprego no segundo trimestre foi de 5,4%, com cerca de 5,86 milhões de pessoas procurando trabalho.

Segundo a PNAD Contínua, Mato Grosso possuía aproximadamente 3,08 milhões de pessoas em idade de trabalhar no período analisado. Desse total, cerca de 2,07 milhões estavam ocupadas.

Comércio lidera número de trabalhadores

O comércio permaneceu como a atividade econômica com o maior número de trabalhadores no estado, reunindo aproximadamente 436 mil pessoas.

Na sequência aparece o grupo formado por administração pública, defesa, educação e saúde, responsável por 354 mil trabalhadores.

A agropecuária contabilizou 268 mil pessoas ocupadas, enquanto a indústria somou 186 mil. Na construção civil, o número chegou a 181 mil trabalhadores. Já as atividades de transporte, armazenagem e correio empregavam cerca de 124 mil pessoas.

O maior crescimento no período ocorreu justamente no conjunto de atividades que engloba administração pública, defesa, educação e saúde. O número de trabalhadores nesse segmento avançou 13,4% diante do trimestre anterior e 12,7% na comparação com o segundo trimestre de 2025.

Rendimento médio ultrapassa R$ 4,1 mil

Além da redução do desemprego, os dados do IBGE indicam aumento da renda dos trabalhadores mato-grossenses. O rendimento médio real habitual chegou a R$ 4.137, crescimento de 10% em relação ao mesmo período do ano passado.

O emprego formal no setor privado também apresentou avanço. Mato Grosso chegou a 884 mil trabalhadores com carteira assinada, quantidade 5,1% superior à registrada no primeiro trimestre de 2026.

Ao mesmo tempo, cresceu o número de empregados do setor privado sem carteira assinada. Esse grupo passou para aproximadamente 250 mil trabalhadores, avanço de 15,1% em relação aos três primeiros meses do ano.

Informalidade fica entre as menores do Brasil

Mesmo com o aumento dos trabalhadores sem carteira, Mato Grosso continuou entre as unidades da Federação com as menores taxas de informalidade.

O índice estadual ficou em 34,1%, representando aproximadamente 708 mil trabalhadores informais. Com esse percentual, Mato Grosso apresentou a sétima menor taxa de informalidade do país.

Dentro do Centro-Oeste, o Distrito Federal registrou o menor percentual, de 28,7%, seguido por Mato Grosso do Sul, com 29,2%. Goiás apresentou índice de 36,1%.

Na comparação nacional, Santa Catarina teve a menor taxa de informalidade, com 25,4%. Na outra ponta, o Maranhão apresentou o maior percentual, de 56,9%.

Quase 1 milhão estão fora da força de trabalho

Apesar dos indicadores positivos relacionados ao emprego e à renda, a pesquisa também revelou que 962 mil pessoas estavam fora da força de trabalho em Mato Grosso.

O número permaneceu praticamente estável diante do primeiro trimestre, mas aumentou 6,5% na comparação anual. Em números absolutos, foram cerca de 58 mil pessoas a mais nessa condição.

Dentro desse contingente, aproximadamente 45 mil pessoas faziam parte da força de trabalho potencial. Outras 14 mil eram classificadas como desalentadas, grupo formado por pessoas que gostariam de trabalhar e estavam disponíveis, mas deixaram de procurar uma vaga por acreditarem que não encontrariam oportunidade.

A população considerada subocupada por insuficiência de horas trabalhadas foi estimada em 41 mil pessoas, sem mudanças consideradas significativas tanto na comparação trimestral quanto na anual.

Somando desempregados e trabalhadores subocupados, Mato Grosso possuía aproximadamente 87 mil pessoas nessas condições. Quando também são incluídos os integrantes da força de trabalho potencial, o contingente alcança 132 mil pessoas.

Os números integram a PNAD Contínua referente ao segundo trimestre de 2026, pesquisa conduzida pelo IBGE para acompanhar a evolução e as principais características do mercado de trabalho brasileiro.

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