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Professora transforma “lugares para chorar em Cuiabá” em críticas à política, gestão pública e garimpo

Uma brincadeira sobre os melhores lugares para chorar em Cuiabá ganhou contornos de crítica política e social nas redes sociais. A professora e pesquisadora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) Bruna Irineu publicou um vídeo em que percorre pontos conhecidos da capital enquanto comenta questões relacionadas à administração pública, direitos da população LGBTQIAPN+ e impactos ambientais.

A publicação foi inspirada em uma reportagem feita em São Paulo que apresentava locais onde seria possível chorar sem ser incomodado. Na adaptação cuiabana, Bruna mistura humor, experiências pessoais e posicionamentos sobre temas do Estado.

Choppão abre a lista

O primeiro endereço citado é o tradicional Choppão, localizado no bairro Popular. Para a professora, o estabelecimento é um dos lugares associados tanto a desilusões pessoais quanto à recuperação depois de uma noite de bebida.

Bruna brinca que quem nunca chorou no local por problemas amorosos ou profissionais pode ter recorrido ao tradicional escaldado servido pelo restaurante para se recuperar de uma “manguaça”.

UFMT aparece entre memórias pessoais e profissionais

Na sequência, a professora inclui a Universidade Federal de Mato Grosso, instituição com a qual mantém relação desde o início dos anos 2000.

Bruna lembra que frequentava o campus inicialmente como estudante e, posteriormente, passou a vivenciar o espaço como docente. Segundo ela, os motivos para “chorar” mudaram ao longo dos anos.

Dentro da universidade, a piscina da UFMT recebe destaque especial e é apresentada, em tom bem-humorado, como um dos espaços apropriados para momentos de reflexão e sofrimento.

Parque das Águas vira cenário para crítica à Assembleia

O tom político fica mais evidente quando Bruna chega ao Parque das Águas. Do local, é possível avistar a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), que passa a ser o alvo dos comentários da professora.

No vídeo, ela afirma que Mato Grosso estaria entre os estados com maior número de projetos legislativos que considera contrários aos direitos da população LGBTQIAPN+. Bruna também critica outras propostas que, em sua avaliação, representam retrocessos na área de direitos humanos.

Assim, a paisagem do parque é utilizada como ponto de partida para abordar a atuação do Legislativo estadual.

Praça Alencastro rende críticas à Prefeitura

Outro ponto escolhido é a Praça Alencastro, no Centro de Cuiabá, em frente à sede da Prefeitura.

Bruna sugere que quem estiver sentado no coreto da praça pode olhar para o Palácio Alencastro e refletir sobre o que ela classifica como uma distância entre as necessidades da população e as ações da administração municipal.

A professora questiona, de maneira irônica, tanto as medidas adotadas quanto aquilo que considera falta de atuação do poder público municipal.

Chapada encerra roteiro com alerta ambiental

Embora a proposta inicial seja listar pontos de Cuiabá, o último local indicado fica fora da capital. Bruna escolhe os mirantes de Chapada dos Guimarães como destino final.

Segundo ela, a própria beleza natural já seria capaz de emocionar os visitantes. O comentário, entretanto, dá lugar a uma crítica ambiental.

A professora menciona a degradação provocada pelo garimpo ilegal e afirma que os impactos ambientais no Parque Estadual da Chapada dos Guimarães também seriam motivo para chorar.

Combinando humor, referências pessoais e posicionamentos políticos, o vídeo transforma pontos conhecidos de Cuiabá e região em cenário para discutir problemas sociais, ambientais e administrativos de Mato Grosso.

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