TJMT dá 30 dias para Justiça de Cáceres concluir provas em ação contra “Thanos do PCC”
A Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) determinou que a Justiça Criminal de Cáceres, a 222 quilômetros de Cuiabá, conclua em 30 dias a fase de produção de provas no processo contra Thiago Pereira da Silva, conhecido como “Thanos do PCC”.
Ele é apontado como uma das principais lideranças do tráfico de drogas na região de fronteira entre Brasil e Bolívia e está preso desde agosto de 2023. O processo tramita em segredo de Justiça.
A decisão foi tomada no dia 3 de junho, durante a análise de um habeas corpus apresentado pela defesa. Os advogados alegaram excesso de prazo na prisão preventiva e sustentaram que a Vara Criminal da Comarca de Cáceres não estaria cumprindo os prazos processuais.
O desembargador Orlando Perri, integrante da Primeira Câmara Criminal, reconheceu a demora na tramitação do caso. Apesar disso, manteve a prisão de Thiago Pereira da Silva, considerando a gravidade dos crimes atribuídos a ele.
Ao determinar o prazo de 30 dias para o encerramento da fase de provas, o magistrado cobrou providências do juízo responsável pela ação em Cáceres e mencionou a possibilidade de encaminhar o caso à Corregedoria, caso a determinação não seja cumprida.
“O juiz tem o prazo de 30 dias. Vai ter que se virar nos 30. Estou estabelecendo o prazo de 30 dias. Aliás, se for o caso, vou mandar para a Corregedoria. O juiz tem que obedecer aos prazos estabelecidos pelo Tribunal”, afirmou o desembargador.
Thiago Pereira da Silva foi preso pela Polícia Federal no início de agosto de 2023, em Mirassol D’Oeste, a 300 quilômetros de Cuiabá. Ele foi o principal alvo da Operação Intocável. Na cidade, mantinha uma empresa de logística.
Segundo as investigações, o réu teria movimentado cerca de R$ 25 milhões e é suspeito de envolvimento na comercialização de quase 500 quilos de cocaína entre 2018 e 2020.
Apontado como ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC), Thiago também é citado pelas autoridades como um dos principais nomes do tráfico na fronteira. Conforme a investigação, ele levava uma vida de luxo, com três aeronaves, veículos de alto padrão e registros de viagens internacionais.







