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Wellington oficializa candidatura ao governo, defende Bolsonaro e prega união da direita em Mato Grosso

O senador Wellington Fagundes foi oficializado pelo Partido Liberal (PL) como candidato ao Governo de Mato Grosso durante a convenção estadual da sigla, realizada na manhã desta quarta-feira (22), em Cuiabá. No discurso, ele saiu em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, questionou decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e pediu união aos apoiadores durante a campanha eleitoral.

Ao abordar o cenário político nacional, Wellington afirmou considerar inaceitável a situação enfrentada por Bolsonaro. Segundo o senador, o ex-presidente estaria recebendo tratamento desigual da Justiça, inclusive com restrições para se comunicar por cartas com familiares e aliados.

O candidato comparou o caso ao período em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve preso. Na avaliação de Wellington, o petista teve autorização para conceder entrevistas, receber visitas e manter contato com pessoas próximas, o que demonstraria, segundo ele, a adoção de critérios diferentes.

Durante a manifestação, o senador também criticou as penas aplicadas a pessoas condenadas pelos atos de 8 de janeiro. Ele mencionou o caso da mulher que escreveu com batom em uma estátua localizada em frente ao STF e classificou como desproporcional a condenação de 14 anos de prisão.

Wellington ainda convocou os partidos e apoiadores de direita a permanecerem unidos na disputa eleitoral. De acordo com ele, o grupo precisa atuar em torno de um objetivo comum para evitar divisões e resistir a pressões de adversários políticos.

O senador também estabeleceu uma meta para o PL em Mato Grosso: alcançar, proporcionalmente, a maior votação do país para Flávio Bolsonaro, apresentado por ele como pré-candidato à Presidência da República. Para Wellington, o projeto político da legenda somente será considerado plenamente vitorioso caso o estado lidere esse desempenho eleitoral.

Ao comentar a composição de sua chapa, o candidato afirmou que a escolha do nome para vice-governador será baseada na capacidade de reunir apoio e fortalecer o projeto político. Wellington declarou que o posto poderá ser ocupado por um homem ou por uma mulher, mas ressaltou que o gênero não será o principal critério da decisão.

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