AMM nomeia advogado citado em investigações para cargo administrativo e financeiro
A Associação Mato-grossense dos Municípios nomeou o advogado Licínio Vieira de Almeida Júnior para o cargo de coordenador administrativo e financeiro da entidade. O ato foi publicado no Jornal Oficial Eletrônico dos Municípios de 26 de maio e assinado pelo presidente da AMM, Hemerson Lourenço Máximo, o Maninho.
Licínio, que já foi suplente de vereador por Cuiabá, passa a ocupar o cargo a partir da data da publicação da Portaria nº 028/2026. O documento cita a Resolução nº 001/2026, Anexo II, mas não informa o valor da remuneração.
O novo coordenador já teve o nome envolvido em episódios de repercussão. Em 2019, foi citado em reportagem do Fantástico, da TV Globo, sobre suspeitas de fraudes processuais e captação irregular de clientes em ações conhecidas como golpe do “limpa nome”.
Após a reportagem, a Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso suspendeu preventivamente registros de advogados investigados no caso. À época, as suspeitas incluíam captação ilícita de clientes, falsificação de documentos, uso indevido de identidade profissional e abertura de processos sem autorização dos supostos autores.
Licínio também foi preso preventivamente em junho de 2023 durante investigação sobre esbulho possessório e conflito agrário em Luciara, no nordeste de Mato Grosso. O mandado foi expedido pela 2ª Vara Criminal da Comarca de São Félix do Araguaia.
A prisão ocorreu quando ele era intimado no Núcleo de Pessoas Desaparecidas, em um procedimento que apurava o desaparecimento de Gérson Alexandrino da Silva, de 51 anos. O trabalhador havia sido contratado para atuar em fazendas ligadas ao advogado na região de Luciara.
Segundo informações publicadas à época, Gérson saiu de Cuiabá na segunda quinzena de maio de 2023 para trabalhar em propriedades rurais no nordeste do estado. Depois disso, familiares registraram ocorrência de desaparecimento, encaminhada à Delegacia de Homicídios. Ele ainda não foi localizado.
A prisão preventiva de Licínio foi relaxada dias depois por decisão judicial. A defesa sustentou que havia ilegalidades na ordem de prisão.







