Casal é apontado como responsável por movimentar dinheiro de facção e financiar rotina de luxo
Emerson Ferreira Lima, conhecido como “Gordão”, e a esposa dele, Katani Adorno Bocardi, são investigados por supostamente desempenharem funções estratégicas no setor financeiro de uma organização criminosa em Mato Grosso. O casal foi preso durante a Operação Replay, conduzida pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco).
De acordo com informações reunidas na investigação, Emerson seria responsável por organizar o recebimento de recursos e controlar pagamentos ligados às atividades do grupo. Ele também é apontado como homem de confiança de Paulo Witer Farias, conhecido como “W.T.”, identificado pelas autoridades como tesoureiro e uma das principais lideranças da facção.
Os investigadores sustentam que Emerson elaborava e administrava planilhas financeiras com registros de valores provenientes do tráfico de drogas. Ele também teria a função de definir pagamentos destinados a integrantes da organização, seguindo determinações atribuídas ao tesoureiro.
Katani, por sua vez, é suspeita de executar as transferências financeiras. Conforme a apuração, ela utilizava contas bancárias pertencentes a terceiros para distribuir os valores ilícitos em diferentes movimentações e, posteriormente, repassar o dinheiro a membros da facção.
Os pagamentos teriam sido realizados sob orientação de “W.T.” e do próprio Emerson. A utilização de várias contas seria uma estratégia para dificultar o rastreamento da origem e do destino dos recursos.
A investigação também aponta que Katani teria se beneficiado do dinheiro movimentado pelo grupo criminoso. Entre os gastos identificados estariam viagens internacionais, visitas a restaurantes sofisticados e a compra de roupas e acessórios de marcas de luxo.
A suspeita foi detida na madrugada de sexta-feira (31), pouco depois de desembarcar no Aeroporto Internacional Marechal Rondon, em Várzea Grande. Segundo os investigadores, ela retornava de uma viagem a Paris, na França, onde teria permanecido por alguns dias.
Emerson já havia sido preso anteriormente em investigações relacionadas à atuação de organizações criminosas. Em uma das ocorrências, ele teria tentado destruir o próprio telefone celular durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em sua residência.
Na ocasião, Emerson foi preso em flagrante, mas acabou colocado em liberdade meses depois, mediante o cumprimento de medidas cautelares. Mesmo após a soltura, a investigação indica que ele teria mantido atividades em benefício da organização criminosa.
As suspeitas ainda serão analisadas no decorrer do processo, e os investigados têm direito à defesa.








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