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Empresário investigado por crimes contra crianças teria recorrido ao ChatGPT em busca de aconselhamento religioso

Fábio Serafim de Oliveira, empresário preso pela suspeita de produzir, armazenar e compartilhar material de pornografia infantil, teria pedido conselho à inteligência artificial do Chat GPT antes de ser detido pela Polícia Civil. Fábio é empresário do ramo de combustíveis do município de Sorriso (393 km de Cuiabá) e, ao GPT, perguntou como conseguiria “se aproximar de Deus” após cometer crime grave. O pedido de aconselhamento ocorreu dias antes da sua prisão, no dia 15 de julho.

Empresário também teria buscado orientação jurídica antes da prisão

Segundo informações divulgadas pelo portal JK Notícias, além de ter recorrido ao ChatGPT, o empresário também teria procurado advogados para saber se a Polícia Civil poderia apreender seu telefone celular.

Ainda conforme as informações atribuídas ao inquérito, teriam sido identificados registros de mensagens trocadas com advogados que posteriormente foram apagadas. O conteúdo dessas conversas e as circunstâncias em que teriam sido excluídas não foram detalhados.

Autoridades ainda não confirmaram suposta conversa com o ChatGPT

A reportagem do Olhar Direto procurou as autoridades responsáveis pelo caso em busca de mais informações e de uma confirmação oficial sobre a suposta troca de mensagens entre o empresário investigado e o ChatGPT. Até o momento, porém, não houve manifestação oficial sobre esse ponto da investigação. O inquérito permanece sob sigilo.

Segundo já informado pela reportagem, as investigações iniciaram após uma parente de uma das vítimas presenciar uma situação em que uma criança tentou praticar sexo oral em outra, por acreditar que seria normal. Ao estranhar o comportamento, ela questionou a criança, que contou que foi instruída pela cuidadora, identificada como Tafnes Cavalheiro de Souza, de 19 anos, a cometer atos como aquele.

Ela foi até a polícia, que prendeu a criminosa. Ao apreender o celular da suspeita, os investigadores descobriram que ela produzia diversos vídeos com as crianças que cuidava e encaminhava para diversas pessoas, inclusive o empresário Fábio e sua esposa.

Inicialmente, ele chegou a negar o crime, mas depois admitiu, alegando ter sido alvo de uma armação. Apesar da alegação, a polícia disse ter certeza da prática criminosa, já que encontrou vídeos e fotos enviados para o homem, que pagava pelo conteúdo.

Inclusive, a polícia encontrou um vídeo em que atua estuprando uma criança. Por fim, a polícia identificou pelo menos 33 vítimas até o momento.

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